segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Miseráveis (1862) - Victor Hugo

Victor Hugo (1802-1885)
O escritor aprendeu com o pai, militar, a admirar os feitos de Napoleão Bonaparte. A fama veio depois de O Corcunda de Notre-Dame (1831). Em 1841 foi eleito para a Academia Francesa. Sua morte deixou Paris estarrecida. Dois milhões de pessoas foram ao enterro.

O que é o romance
A história de Jean Valjean, condenado a 19 anos de prisão por roubar um pedaço de pão. Depois de ser libertado, esconde seu passado.

Em seu tempo
Ardente defensor da República, Victor Hugo foi eleito para a Assembleia Constituinte de 1848. Em 1851, fugiu para Bruxelas depois de um golpe monarquista. Permaneceu no exílio por 20 anos, onde escreveu Os Miseráveis, sucesso estrondoso em Paris.

Por que ler
Hugo criou um estilo mesclando frases melódicas com pensamentos grandiosos.

Do mesmo autor
O Corcunda de Notre-Dame, Os Trabalhadores do Mar.

Se gostar, leia também
Margot, de Alfred de Musset

Primeiras linhas
"O bispo Carlos Francisco Benvindo Myriel desfrutava, junto à população de sua diocese, a cidade de Digne, nos Baixos-Alpes da Provença, de uma simpatia digna de admiração, uma vez que o sentimento então predominante, no espírito dos homens, era mais a descrença do que o respeito a Deus e seus ministros."

Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • Os Miseráveis, 3 Volumes, Editora Círculo do Livro [Reg. 3377, 3378, 3379]
  • Os Trabalhadores do Mar, Editora Nova Cultural [Reg. 4018]

David Copperfield (1850) - Charles Dickens


Charles Dickens (1812-1870)
O pai de Charles Dickens foi preso por dívidas e o autor desde cedo teve que trabalhar, primeiro colando rótulos em potes de graxa, depois como aprendiz na casa de um procurador. A primeira crônica saiu publicada num jornal londrino e Dickens descobriu o prazer de ser lido. Nunca mais parou de escrever e publicou romances de sucesso, como As Aventuras do Sr. Pickwick (1837) e Oliver Twist (1838)

O que é o romance
David Copperfield foi baseado nas próprias desventuras do autor. Dickens já era famoso quando escreveu a obra. Muitos personagens saíram direto de sua infância, como Mary Beadnell, inspirada na primeira paixão do autor.

Em seu tempo
Publicado na forma de folhetim, o livro ganhou o reconhecimento imediato dos leitores.

Por que ler
David Copperfield é uma das mais perfeitas traduções do sofrimento humano.

Do mesmo autor
Oliver Twist, Grandes Esperanças.

Se gostar, leia também
Huckleberry Finn, de Mark Twain.

Primeiras linhas
"Se fui o herói de minha própria história ou se a outros deve caber este título, eis o que mostrarão estas páginas. Para começar pelo início da minha vida, direi que nasci (pelo menos assim me informaram e eu acredito) numa sexta-feira, à meia-noite."
Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • As Aventuras do Sr. Pickwick, Editora Abril Cultural [Reg. 4502]
  • David Copperfield, Editora Irmãos Pongetti [Reg. 4502]
  • Grandes Esperanças, Editora Círculo do Livro [Reg. 4306]
  • Grandes Esperanças, Editora Landmark [Reg. 5930]
  • Oliver Twist, Editora Círculo do Livro [Reg. 0871]
  • Um Conto de Duas Cidades, Editora Nova Cultural [Reg. 2306, 4198]
  • Um Conto de Natal, Editora Newton Compton Brasil [Reg. 3931]

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) - Machado de Assis


Machado de Assis (1839-1908)
Foi o maior romancista em língua latina de seu tempo, no julgamento do crítico Antônio Cândido, que o instala no mesmo patamar do francês Émile Zola. Era filho de um vendedor mulato e de uma lavadeira portuguesa. A infância foi marcada pela gagueira e por ataques epilépticos. A análise psicológica e a fina ironia substituíram o romantismo da primeira faze de suas obras e tornaram-se a marca registrada do autor.

O que é o romance
Uma reunião de fragmentos autobiográficos do defunto Brás Cubas. Homem materialista, ambicioso e frustrado, escreve para alcançar a imortalidade. Para adotar o estilo de narrativa oral, o autor ditou a história à mulher, a portuguesa Carolina.

Em seu tempo
Memórias Póstumas de Brás Cubas perdeu em repercussão para O Mulato.

Por que ler
É o marco do Realismo brasileiro, com roupagem cômico-fantástica.

Do mesmo autor
Esaú e Jacó, Memorial de Aires.

Se gostar, leia também
Viagem Sentimental pela França e Itália, de Laurence Sterne.

Primeiras linhas
"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte."

O Primo Basílio (1878) - Eça de Queirós


Eça de Queirós (1845-1900)
Nasceu em Póvoa do Varzim, Portugal, e foi criado pelos avós paternos. Estudou Direito e viveu anos de boemia. Foi diplomata e rodou o mundo. Suas primeiras obras eram românticas, longe da crítica sarcástica das posteriores. Introduziu o Realismo em Portugal com O Crime do Padre Amaro e defendeu a arte empenhada em retratar a sociedade. Casou-se em 1886, conforme admitiu, por conveniência: queria uma mulher para lhe impor disciplina. A selecionada foi Emília de Castro Pamplona.

O que é o romance
A ação gira em torno de Luísa, a mulher fútil de Jorge, que devora folhetins românticos. Inspirada pelas leituras, ela trai o marido com Basílio, primo e conquistador barato.

Em seu tempo
A crítica aos costumes burgueses causou espanto. Machado de Assis via no livro a presença de Eugênia Grandet, de Balzac. Outros críticos o definiram como derivado de Madame Bovary, de Gustave Flaubert. Eça foi um autor em constante e cristalino diálogo com outras obras. Isso o levava a ser tachado de imitador.

Por que ler
O Primo Basílio é um ataque ao Romantismo e o modelo clássico do "romance de tese". Os personagens são desenvolvidos para provar as ideias do autor a respeito da influência do meio físico e social sobre a formação do caráter dos indivíduos.

Do mesmo autor
O Crime do Padre Amaro, Os Maias, Alves & Cia.

Se gostar, leia também
Ressurreição, de Machado de Assis

Primeiras linhas
"Tinham dado 11 horas no cuco da sala de jantar. Jorge fechou o volume de Luís Figuier que estivera folheando devagar..."

Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • 150 Anos com Eça de Queirós (III Encontro Internacional de Queirosianos), Centro de Estudos Portugueses/USP [Reg. 2576]
  • A Capital, Editora Ediouro [Reg. 2550]
  • A Cidade e as Serras, Editora Nova Cultural [Reg. 4309]
  • A Ilustre Casa de Ramires de Eça de Queirós - Roteiro de Leitura, de José de Paula Ramos Júnior, Editora Ática [Reg. 2669]
  • A Ilustre Casa de Ramires, Editora Ática [2476]
  • A Relíquia, Editora Ática [Reg. 2421]
  • Alves & Cia., Editora Ática [Reg. 2429]
  • Contos, Editora Ediouro [Reg. 0560]
  • Eça de Queirós - Vida e Obra de José Maria Eça de Queirós, de Maria Filomena Mônica, Editora Record [Reg. 3103]
  • História Literária de Eça de Queirós, de Álvaro Lins, Edições de Ouro [Reg. 3114]
  • O Conde de Abranhos, Editora Ediouro [Reg. 2551]
  • O Crime do Padre Amaro, Editora Ática [Reg. 0623]
  • O Mandarim, Editora Ática [Reg. 2477]
  • O Primo Basílio - Adaptação de Carlos Heitor Cony, Editora Scipione [Reg. 3412]
  • O Primo Basílio de Eça de Queirós - Roteiro de Leitura, de Ana Cizotto Belline, Editora Ática [Reg. 2334]
  • O Primo Basílio, Editora Ática [0763]
  • Os Maias - Volume I, Editora Ática [Reg. 2695]
  • Os Maias - Volume II, Editora Ática [Reg. 2696]
  • Trechos Escolhidos (Nossos Clássicos 6), Editora Agir [Reg. 4373]

Eugênia Grandet (1833) - Honoré de Balzac


Honoré de Balzac (1799-1850)
O autor criou mais de 2 mil personagens, distribuídos por cerca de 90 livros. De berço burguês, Balzac fez seus estudos em Paris antes de anunciar à família que desejava dedicar-se à Literatura. Por algum tempo, também tentou comandar uma editora. As dívidas decorrentes do negócio fracassado perseguiram-no por toda a vida.

O que é o romance
É a história de um amor frustrado e ao mesmo tempo da inadaptação dos seres à sociedade materialista. Eugênia é filha de um dos maiores avarentos já descritos na Literatura.

Em seu tempo
O livro foi tão bem recebido que Balzac se irritava com as críticas positivas. "Ora, deixem-me. Os que me chamam de pai de Eugênia Grandet querem me diminuir; é, decerto, uma obra-prima, mas uma obra-prima pequena; eles evitam citar as grandes."

Por que ler
Balzac foi um dos grandes retratistas da burguesia francesa do século XIX. Possuía extrema habilidade para criar personagens.

Do mesmo autor
A Mulher de Trinta Anos, O Cura de Tour, Pai Goriot.

Se gostar, leia também
Conto de Natal, de Charles Dickens.

Primeiras linhas
"Há em certas cidades do interior casas cuja aparência inspira uma melancolia igual à que nos causam os claustros mais sombrios, as charnecas mais solitárias, as ruínas mais lúgubres. Guardam elas, talvez, ao mesmo tempo, o silêncio dos claustros, a aridez das charnecas e a desolação das ruínas."
Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • A Comédia Humana - 17 Volumes, Editora Globo [Reg. 4816, 4817, 4818, 4819, 4820, 4821, 4822, 4823, 4824, 4825, 4826, 4827, 4828, 4829, 4830, 4831, 4832]
  • A Menina dos Olhos de Ouro, Editora Newton Campton Brasil [Reg. 3835]
  • A Mulher de Trinta Anos, Editora Nova Cultural [Reg. 1164, 1271, 4406]
  • Eugênia Grandet, Editora Abril Cultural [Reg. 3457]
  • Pai Goriot, Editora Ediouro [Reg. 2763]

Moby Dick (1851) - Herman Melville


Herman Melville (1819-1891)
O escritor das aventuras marítimas nasceu em Nova York e viveu uma infância de carências materiais. Foi bancário, contador e professor. Estudou Engenharia, trabalhou em baleeiros e viajou pelo mundo. Caiu prisioneiro de canibais nas ilhas Marquesas, na Polinésia. Relatou as experiências em vários livros. Em todos eles, uma ideia fixa: a compreensão do Mal como a doença da natureza humana.

O que é o romance
Narra a obsessiva jornada do solitário Capitão Acab, comandante do baleeiro Pequod, na caça à baleia branca que devorara sua perna.

Em seu tempo
Melville queria mostrar a luta do Bem contra as forças do Mal. Os críticos enxergaram apenas uma mera aventura. Interpretações mais complexas surgiram nos anos seguintes: "Acab encarna a luta entre instinto e intelecto", pontificou o escritor D. H. Lawrence.

Por que ler
É uma das maiores aventuras da literatura em todos os tempos.

Do mesmo autor
Bartleby, o escriturário

Se gostar, leia também
O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, e Caninos Brancos, de Jack London

Primeira linhas
"Chamar-me-ei Ismael. Há alguns anos - quantos precisamente não vem ao caso - tendo eu pouco ou nenhum dinheiro na carteira e sem nenhum interesse em terra, ocorreu-me navegar por algum tempo e ver a parte aquosa do mundo."

Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • Moby Dick, Círculo do Livro [Reg. 0934, 4280]

O Processo (1914) - Franz Kafka


Franz Kafka (1883-1924)
Nasceu em Praga, então parte do Império Austro-Húgaro, membro da comunidade alemã. Formou-se em Direito. Trabalhou numa companhia de seguros estatal e adotou o alemão como idioma literário. A maior parte de sua obra foi publicada postumamente. O termo kafkaniano tornou-se sinônimo de opressão e absurdo.

O que é o romance
Mostra a peregrinação de Joseph K., um homem de vida medíocre e limitada. No dia de seu 30º aniversário acorda na condição de réu - embora ninguém saiba por qual crime.

Em seu tempo
O Processo começou a ser elaborado em 1914, mas o autor deixou-o incompleto. O amigo Max Brod, a quem confiou os escritos com o pedido de queimá-los, organizou o manuscrito. A primeira edição saiu em 1925, na Alemanha. Anos depois os nazistas censuraram o livro. O reconhecimento só veio com a tradução para o inglês, em 1937, quando passou a ser tratado como uma metáfora profética sobre os governos totalitários.

Por que ler
A frase inicial do romance (leia abaixo) foi apontada, pelo filósofo e ensaísta George Steiner, como uma antevisão da derrocada do humanismo ocidental.

Do mesmo autor
A Metamorfose, O Castelo.

Se gostar, leia também
Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Primeiras linhas
"Alguém havia caluniado Josef K., pois uma manhã ele foi detido sem ter feito mal algum."

Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros 
  • A Metamorfose, Editora Ediouro [Reg. 0302]
  • A Metamorfose, Editora Moraes [Reg. 4243]
  • A Metamorfose, Editora Nova Cultural [Reg. 4159]
  • Descrição de uma Luta, Editora Record [Reg. 3648]
  • O Castelo, Editora Nova Cultural [Reg. 4310]
  • O Processo, Editora Martin Claret [Reg. 2971]
  • Um Artista da Fome e A Construção, Editora Cia. das Letras [Reg. 3327]
  • Vida e Obra de Franz Kafka, de Leandro Konder, Editora Paz e Terra [Reg. 3388]

domingo, 3 de maio de 2015

Grande Sertão: Veredas (1956) - João Guimarães Rosa


João Guimarães Rosa (1908-1967)
Nascido em Cordisburgo, Minas Gerais, foi médico e diplomata. Dominava oito idiomas e tinha uma obsessão: descobrir a origem e o significado das palavras. Uma longa viagem pelo sertão em 1952, realizada para ajudar um amigo a conduzir uma boiada, forneceu a semente de parte de sua literatura. Rosa preencheu 50 cadernos com anotações sobre a fauna e a flora do lugar, as expressões, os hábitos, as superstições e as anedotas dos sertanejos. Nessa viagem conheceu Manuelzão, protagonista da novela Uma estória de amor, incluída no volume Manuelzão e Miguilim.

O que é o romance
O narrador é um ex-jagunço, Riobaldo Tatarana, que conta sua história a um ouvinte.

Em seu tempo
O livro foi tachado de ilegível, mas também inspirou elogios: "Se você conseguir passar as três primeiras páginas, vai mergulhar num mundo novo e estranho", escreveu Lygia Fagundes Telles.

Por que ler
Guimarães Rosa criou uma linguagem e um mundo próprios, brasileiros e universais.

Do mesmo autor
Sagarana, Corpo de Baile, Primeiras Estórias.

Se gostar, leia também
O Guardador de Águas, de Manuel de Barros.

Primeiras linhas
"Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja."
Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • Grande Sertão Veredas, Editora Nova Fronteira [Reg. 4240]
  • Primeiras Estórias, Editora José Olympio/MEC [Reg. 3547]
  • Sagarana, Editora Record Altaya [Reg. 2847]
  • Sagarana, Editora Círculo do Livro [Reg. 0522]
  • Sagarana, Editora Nova Fronteira [Reg. 3135]
  • Universo e Vocabulário do Grande Sertão, de Nei Leandro de Castro, Editora José Olympio [Reg. 5752]
  • O o: A Ficção da Literatura em Grande Sertão: Veredas, de João Adolfo Hansen, Editora Hedra [Reg. 3771]
  • Roteiro de Leitura de Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, de Kathryn Holzermayr Rosenfield, Editora Ática [Reg. 3287]

sábado, 2 de maio de 2015

A Montanha Mágica (1924) - Thomas Mann


Thomas Mann (1875-1955)
Nasceu em Lubeck, na Alemanha. Era um homem de personalidade forte, teimoso, egocêntrico e materialista. Rompeu com o irmão, Heinrich, por divergências políticas, durante a Primeira Guerra Mundial. Mann era acusado de elitismo por minimizar as figuras populares em seus livros. Suas tendências homossexuais foram expressas, de forma mais evidente, em Tonio Kroger e Morte em Veneza.

O que é o romance
O enredo de A Montanha Mágica é centrado na temporada do estudante Hans Castorp em um hospital de Davos, na Suíça. Mostra seu aprendizado humanista e a iniciação amorosa em contato com outros pacientes da instituição.

Em seu tempo
O romance foi um sucesso de vendas e dividiu a crítica. Mann inspirou-se em uma passagem dele e da mulher por uma clínica. Começou a escrevê-lo em 1913 e só terminou em 1924. Interrompia o processo para elaborar ensaios nacionalistas sobre a Primeira Guerra Mundial e odes ao Império Alemão.

Por que ler
A história retrata com precisão comovente a futilidade da civilização europeia antes da Primeira Guerra Mundial.

Do mesmo autor
Doutor Fausto, Morte em Veneza, Tonio Kroger

Se gostar, leia também
Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe

Primeiras linhas
"Um jovem singelo viajava, em pleno verão, de Hamburgo, sua cidade natal, a Davos-Platz, no Cantão dos Grisões. Ia de visita, por três semanas.".
Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • A Montanha Mágica, Editora Nova Fronteira [Reg. 3710]
  • Os Buddenbrook - Decadência duma Família, Editora Círculo do Livro [Reg. 3473]
  • Thomas Mann - Uma Biografia, Donald Prater, Editora Nova Fronteira [Reg. 3417]
  • Tonio Kroeger / A Morte em Veneza, Editora Abril Cultural [Reg. 3503]

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Madame Bovary (1857) - Gustave Flaubert



Gustave Flaubert (1821-1880)
Começou a vida de escritor publicando pequenas resenhas quando ainda cursava a escola de Direito, em Paris. Aos 22 anos sofreu um ataque de nervos e passou a dedicar-se à literatura, retirando-se para uma casa no campo. Lá elaborou, durante cinco anos, Madame Bovary. Publicou o livro em capítulos, de 1º de outubro a 15 de dezembro de 1856.

O que é o romance
Emma Bovary é uma romântica e desencantada dona de casa. O marido, médico da província, adora sua esposa. Mas Emma quer viver em outro mundo, idealizado e descrito nos romances que lê desde a juventude. Para isso arruma amantes que seguidamente a desiludem.

Em seu tempo
O livro causou escândalo ao ser publicado. O escritor foi julgado por imoralidade. Durante o julgamento, disse a famosa frase: "Madame Bovary sou eu".

Por que ler
Flaubert quase esculpia as frases e palavras. O resultado é de uma clareza surpreendente.

Do mesmo autor
Três Contos, Bouvard e Pécuchet

Se gostar, leia também
Nana, de Émile Zola.

Primeiras linhas
"Estávamos em plena hora de estudo quando o provedor entrou seguido por um novato de roupas burguesas e por um empregado que trazia uma carteira nos braços. Os alunos que dormiam despertaram e todos nós nos levantamos como se tivéssemos sido surpreendidos em pleno trabalho."
Livros do/sobre o autor disponíveis para locação na BPP-Locadora de Livros
  • A Educação Sentimental, Editora W. M. Jackson [Reg. 4480]
  • Madame Bovary, Editora Nova Cultural [Reg. 4130]
  • Madame Bovary, Editora Europa-América [Reg. 3376]
  • Madame Bovary, Editora Nova Alexandria [Reg. 5479]
  • Madame Bovary, Editora Ediouro [Reg. 1688]
  • Salambô, Editora Max Lemonad [Reg. 2795]