quinta-feira, 23 de maio de 2024

OS LIVROS MAIS VENDIDOS (E LIDOS?) NO BRASIL EM 2024-2025 (Atualizado em 28/03/2025)


Abaixo a lista dos livros de literatura de ficção mais vendidos no Brasil (e mais lidos?). A lista foi retirada da lista dos 100 livros mais vendidos na plataforma Amazon. Só estão aí os livros de literatura de ficção. Antes de cada título, coloquei a posição que ele se encontra na lista. Se estiver destacado, o livro consta no acervo da BPP Locadora de Livros.

3 Amanhecer na Colheita, 
4 É assim que Acaba, Colleen Hoover
5 Verity, Collen Hoover
7 É assim que Começa, Colleen Hoover
14 Noites Brancas, Fiódor Dostoiévski
16 Uma Maldição de Ruínas e Fúria, Vol. 1, Despertar
17 Véspera, Carla Madeira
18 A Hora da Estrela, Clarice Lispector
20 Antes que o Café Esfrie, Toshikazu Kawaguchi
21 A Natureza da Mordida, Carla Madeira
22 Depois Daquele Verão, Carley Fortune
23 Imperfeitos, Christina Lauren
24 A Garota do Lago, Charlie Donlea
28 A Empregada, Freida McFadden
30 O Lado Feio do Amor, Colleen Hoover
32 Até o Verão Terminar, Colleen Hoover
34 Tudo é Rio, Carla Madeira
36 A Metamorfose, Franz Kafka 
37 Todas as suas Imperfeições, Colleen Hoover
41 Pequena Coreografia do Adeus, Aline Bei
43 A Biblioteca da Meia-Noite, Matt Haig
44 A Paciente Silenciosa, Alex Michaelides
45 Ainda Estou Aqui, Marcelo Rubens Paiva
46 Canção Para Ninar Menino Grande,  Conceição Evaristo
47 Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
48 Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, C. S. Lewis
49 Uma Segunda Chance, Colleen Hoover
52 Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez
55 Em Agosto nos Vemos, Gabriel García Márquez
56 Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
58 O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
59 A Revolução dos Bichos, George Orwell
63 Box George Orwell – 1984, A Revolução dos Bichos e Dentro da Baleia e Outros Ensaios, George Orwell
66 Pessoas Normais, Sally Rooney
69 Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, Taylor Jenkins Reid
76 Um Defeito de Cor, Ana Maria Gonçalves
77 Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
79 Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos
80 Talvez a sua Jornada Agora Seja só sobre Você, Iandê Albuquerque
93 Novembro, 9, Colleen Hoover
97 Quebrando o Gelo, Hannah Grace
99 Box O Povo do Ar: O Canto Mais Escuro da Floresta, O Príncipe Cruel, O Rei Perverso, A Rainha do Nada, Holly Black

quarta-feira, 22 de maio de 2024

MACHADO... AH! MACHADO!... ESSE AUTOR POR MIM SEMPRE LEMBRADO!

     Fico impressionado com brasileiros que se "impressionam" com estrangeiros que exaltam a obra de Machado de Assis. Machado de Assis sempre foi brilhante! Em minhas aulas sempre falo: "Machado de Assis É o maior escritor que já existiu na Literatura Latino-americana". Digo isso sem bairrismo, sem menosprezar a grandeza da obra de um Gabriel García Marques, Mario Vargas Llosa, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Carlos Fuentes ou Isabel Allende. Mas Machado é Machado. Tem todo aquele apego à ironia, à perfeição gramatical e estilística (veja o caso do próprio Machado de Assis no prefácio de seu livro "Poesias Completas", de 1900, em que se colocou "cagara" no lugar de "cegara" Acesse aqui!) e ao fato de ele ser... brasileiro! (aqui seria bairrismo? Ah, não me importa!) Como é bom... Machado não deve nada a autores como Franz Kafka, Charles Dickens, Laurence Sterne, Samuel Beckett, Nikolai Gogol, Edgar Allan Poe ou mesmo James Joyce, todos esses já comparados ao nosso autor maior (ou vice-versa?)
     Por isso, faça como os estadunidenses, em vez de só se "impressionar", vá mais fundo e LEIA MACHADO DE ASSIS! Esgote o estoque dos livros de Machado de Assis das livrarias físicas e virtuais!!! Comece pelos Contos e Crônicas, depois se embrenhe no que há de melhor em Machado de Assis, a Trilogia Machadiana: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899). Depois é só deixar fluir e você sentirá a necessidade de ler as outras obras do Bruxo do Cosme Verde. E VIVA MACHADO!
 

 

domingo, 28 de abril de 2024

100 LIVROS ESSENCIAIS DA LITERATURA MUNDIAL - REVISTA BRAVO!

Quais desses você já leu? Diga nos comentários! (Ao lado, o número de cadastro do livro no Acervo da BPP Locadora de Livros: Reserve o seu e leia!)

1. Ilíada, de Homero (1752)
2. Odisseia, de Homero (6314)
3. Hamlet, de William Shakespeare (3365)
4. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (0352, 0353)
5. A Divina Comédia, de Dante Alighieri (Inferno-3593; Purgatório-3594; Paraíso-3595) 
6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (3598 a 4004)
7. Ulisses, de James Joyce (3104; 5640; 5641)
8. Guerra e Paz, de Leon Tosltói (3927, 3928)
9. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski (7971)
10. Os Ensaios, de Michel de Montaigne (3056, 3057)
11. Édipo Rei, de Sófocles (0784)
12. Otelo, de William Shakespeare (4397)
13. Madame Bovary, de Gustave Flaubert (3101)
14. Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe (4239)
15. O Processo, de Franz Kafka (2971)
16. Doutor Fausto, de Thomas Mann (6038)
17. As Flores do Mal, de Charles Baudelaire (4299)
18. O Som e a Fúria, de William Faulkner (4867)
19. A Terra Desolada, de T. S. Eliot (3381)
20. Teogonia, de Hesíodo (5903)
21. Metamorfoses, de Ovídio (6049; 6975)
22. O Vermelho e o Negro, de Stendhal (0301)
23. O Grande Gatsby, de Francis Scott Fitzgerald (3042)
24. Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud (6067)
25. Os Miseráveis, de Victor Hugo (3377, 3378, 3379)
26. O Estrangeiro, de Albert Camus (3005)
27. Medeia, de Eurípides (6080)
28. Eneida, de Virgílio (6119)
29. Noite de Reis, de William Shakespeare (6353)
30. Adeus às Armas, de Ernest Hemingway (6045)
31. O Coração das Trevas, de Joseph Conrad (5983)
32. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (5335)
33. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf (6025)
34. Moby Dick, de Herman Melville (4280)
35. Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe (6462)
36. A Comédia Humana, de Honoré de Balzac - 17 Volumes (4816 a 4832)
37. Grandes Esperanças, de Charles Dickens (5930)
38. O Homem sem Qualidades, de Robert Musil (6070)
39. As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift (4429)
40. Finnegans Wake, de James Joyce (6054, 6055, 6056, 6057, 6058)
41. Os Lusíadas, de Luís de Camões (1234)
42. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas (4430)
43. Retrato de uma Senhora, de Henry James (3647)
44. Decamerão, de Giovanni Boccaccio (3456)
45. Esperando Godot, de Samuel Beckett (6475)
46. 1984, de George Orwell (5429)
47. A Vida de Galileu, de Bertolt Brecht (6441)
48. Os Cantos de Maldoror, de Lautréamont (6415)
49. A Tarde de um Fauno, de Stéphane Mallarmé (3119)
50. Lolita, de Vladimir Nabokov (3011)
51. Tartufo, de Molière (6064)
52. As Três Irmãs, de Anton Tchekhov (4160)
53. O Livro das Mil e Uma Noites (5199, 5200)
54. O Burlador de Sevilha, de Tirso de Molina (6166)
55. Mensagem, de Fernando Pessoa (4944)
56. Paraíso Perdido, de John Milton (6198)
57. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (6321)
58. Os Moedeiros Falsos, de André Gide (6044)
59. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (2506)
60. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (4403)
61. Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello (4332)
62. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (4055)
63. A Náusea, de Jean-Paul Sartre (3267)
64. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo (5878)
65. Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene Gladstone O'Neill (6062)
66. A Condição Humana, de André Malraux (6047)
67. Os Cantos, de Ezra Pound (6355)
68. Canções da Inocência-Canções da Experiência, de William Blake (6380)
69. Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (6358)
70. Ficções, de Jorge Luis Borges (6431)
71. O Rinoceronte, de Eugène Ionesco (6378)
72. A Morte de Virgílio, de Hermann Broch (4472)
73. Folhas de Relva, de Walt Whitman (5480)
74. O Deseto dos Tártaros, de Dino Buzzati (5879)
75. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez (6451)
76. Viagem ao Fim da Noite, de Louis-Ferdinand Céline (6053)
77. A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós (3158)
78. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar (6249)
79. As Vinhas da Ira, de John Steinbeck (5188, 5189)
80. Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar (2843)
81. O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger (5689)
82. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain (1630)
83. Contos – Hans Christian Andersen (6424)
84. O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa (4031)
85. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne (6384)
86. Passagem para a Índia, de Edward Morgan Forster (6065)
87. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen (6326)
88. Trópico de Câncer, de Henry Miller (5882)
89. Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev (6250)
90. O Náufrago, de Thomas Bernhard (6487)
91. A Epopeia de Gilgamesh (3630)
92. O Mahabharata (6360)
93. As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino (3308)
94. Oh The Road - Pé na Estrada, de Jack Kerouac (6322)
95. O Lobo da Estepe, de Herman Hesse (6069)
96. O Complexo de Portnoy, de Philip Roth (5885)
97. Reparação, de Ian McEwan (6405)
98. Desonra, de J. M. Coetzee (6394)
99. As Irmãs Makioka, de Junichiro Tanizaki (6417)
100. Pedro Páramo, de Juan Rulfo (6310)


 

sábado, 27 de abril de 2024

RACHEL DE QUEIROZ - BIOGRAFIA E OBRA

 RACHEL DE QUEIROZ

 

BIOGRAFIA

Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma escritora, jornalista, tradutora, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. É considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX, tendo sido uma figura pioneira no cenário literário nacional, sobretudo, na produção intelectual e criativa feminina. A escritora também é a única mulher a integrar o movimento modernista brasileiro, além de ter sido uma das primeiras cronistas mulheres do país. Autora de destaque na ficção social nordestina, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras em 1977, também a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994, na ocasião do centenário da instituição.

A escritora também ficou conhecida por sua postura aguerrida e por seus posicionamentos políticos contraditórios ao longo dos anos. Na década de 30, integrou o Partido Comunista do Brasil, no qual permaneceu por pouco tempo ao constatar que sua liberdade como escritora estava ameaçada pela ideologia partidária. Em 1935, em meio à repressão do governo de Getúlio Vargas ficou detida por três meses e dois anos depois teve livros queimados em praça pública com a decretação do Estado Novo em 10 de novembro de 1937, juntamente com exemplares de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, acusados de subversão.

Na década de 60, volta ao cenário político brasileiro, participando da deposição do então presidente João Goulart. Fez parte do diretório da Arena (Aliança Renovadora Nacional), foi delegada do Brasil na ONU em 1966 e integrou o Conselho Federal de Cultura, desde a sua fundação, em 1967, até sua extinção, em 1989. O presidente Jânio Quadros chegou a convidá-la para ser ministra da Educação, ao que respondeu: “Presidente, colaboro no que for preciso, mas sem cargo oficial. Não posso pôr em risco minha independência intelectual, nem nasci para viver em cortes palacianas”.

Suas obras mais conhecidas são O Quinze, marco do movimento regionalista e modernista da década de 30, As Três Marias, obra mais lírica da sua primeira fase literária e Memorial de Maria Moura, seu último romance, um épico sertanejo publicado aos 82 anos de idade.

Ao longo de mais de 70 anos de carreira, Rachel publicou mais de duas mil crônicas, peças de teatro, livros infantis, contos, memórias e um livro de poesia inédita, publicado postumamente.

INFÂNCIA

Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar.

Em 1915, após uma grande seca, a qual inspiraria a escrita de seu primeiro livro, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois, onde matriculou-se no Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade.

 "Rita de Queluz"

Em 1927, após ler a noticia a respeito do concurso promovido pelo jornal O Ceará, no qual a jornalista Suzana de Alencar Guimarães era promovida ao posto "Rainha dos Estudantes", Rachel resolve escrever uma carta ao referido jornal sob o pseudônimo "Rita de Queluz", ridicularizando o concurso e sua eventual vencedora, que utilizando de seu estilo pseudo-lírico, assinava suas crônicas como "A Marquesa".

A carta fez um enorme sucesso na cidade, onde despertou uma curiosidade geral sobre quem a teria escrito. Rachel é descoberta pelo carimbo da Estação sobre o selo da carta. O resultado foi o diretor do jornal, Júlio Ibiapina, a convidar para colaborar com a publicação. Curiosamente, em 1930, quando lecionava no colégio Imaculada Conceição, acabou vencendo o mesmo concurso, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome.

 O Quinze

Aos dezenove anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, destacase no desenvolvimento do romance nordestino. A obra foi escrita quando a autora contraiu uma congestão pulmonar e, com suspeita de tuberculose, foi obrigada a ficar em repouso. Durante esse tempo, escreveu o romance escondida à noite.

Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista Brasileiro. Em 1933 começa a dissentir da direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, lá indo morar até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas.

Para fugir da perseguição por ser esquerdista, muda-se para Maceió, em 1935. À época, durante o Estado Novo, viu seus livros serem queimados junto com os de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos sob a acusação de serem subversivos. Em 1939, já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950).

Aos poucos, foi mudando de posicionamento político. Chegou a ser convidada para ser ministra da Educação por Jânio Quadros. Em 1964, apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Integrou o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA, partido político de sustentação do regime.

Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004.

Publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos. Foi enterrada no cemitério São João Batista, sob a rede onde costumava dormir.

Durante trinta anos escreveu crônicas para a revista semanal O Cruzeiro e com o fim desta para o jornal O Estado de S. Paulo.

Também se encontra colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico.

Entre as décadas de 1940 e 1960 Rachel de Queiroz viveu na carioca Ilha do Governador, na Rua Carlos Ilidro — mesma rua onde morou o compositor Assis Valente. A Ilha, inclusive, foi cenário do livro “O galo de ouro”, publicado em 1950.

 Academia Brasileira de Letras

Concorreu contra o jurista Pontes de Miranda para a vaga de Cândido Mota Filho da cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras. Venceu o pleito ocorrido em 4 de agosto de 1977 por 23 votos, contra 15 dados ao opositor e um em branco. Foi empossada em 4 de novembro de 1977. Recebida por Adonias Filho, foi a quinta ocupante da cadeira 5, que tem como patrono Bernardo Guimarães. Foi a primeira mulher a ingressar na ABL.

 

 

 

 

 

 

OBRAS

 Romances

  • O Quinze (1930)
  • João Miguel (1932)
  • Caminho de Pedras (1937)
  • As Três Marias (1939)
  • O Galo de Ouro (1950)
  • Dôra Doralina (1975)
  • Memorial de Maria Moura (1992)

 Crônicas

  • A Donzela e a Moura Torta (1948)
  • Cem Crônicas Escolhidas (1958)
  • O Brasileiro Perplexo (1964)
  • O Caçador de Tatu (1967)
  • Um Alpendre, uma Rede, um Açude (Crônicas Escolhidas)
  • As Menininhas e outras Crônicas (1976)
  • O Jogador de Sinuca e mais Historinhas (1980)
  • As Terras Ásperas, O Livro de Contos (1993)
  • O Homem e o Tempo - 74 Crônicas Escolhidas (1995)

 Peças de teatro

  • Lampião (1953)
  • A Beata Maria do Egito (1958)
  • Teatro (1995)

 Infantojuvenil

  • O Menino Mágico (1969)
  • Cafute e Pena-de-Prata (1986)

 Outros

  • Nosso Ceará, relato (1996) (em parceria com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
  • Tantos Anos, autobiografia (1998) (com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
  • Não me Deixes: Suas Histórias e sua Cozinha, memórias gastronômicas (2000) (com Maria Luiza de Queiroz Salek)

 Reunidas de ficção

  • Três Romances (1948)
  • Quatro Romances (1960)
  • Seleta, seleção de Paulo Rónai; notas e estudos de Renato Cordeiro Gomes (1973)

 No dia 4 de dezembro de 2003, um mês depois de sua morte, foi lançado na Academia Brasileira de Letras o livro Rachel de Queiroz, um perfil biográfico da escritora, fruto de uma longa pesquisa realizada pela jornalista Socorro Acioli, publicado pelas Edições Demócrito Rocha.

Sua biografia foi narrada no livro No Alpendre com Rachel, de autoria de José Luís Lira, lançado na Academia Brasileira de Letras em 10 de julho de 2003, poucos meses antes do falecimento da escritora.